Castelinho do Flamengo será o Espaço da Diversidade Sexual – Centro Municipal de Cultural e Cidadania LGBT

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Com arquitetura suntuosa que chama a atenção de quem passa pelo Aterro do Flamengo, o Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho, mais conhecido como  Castelinho do Flamengo ostentará em breve mais um título importante para cariocas e turistas LGBTs: a partir de setembro, lá será o Espaço da Diversidade Sexual – Centro Municipal de Cultura e Cidadania LGBT (CMCC-LGBT). Esta é uma iniciativa da Secretaria de Cultura em parceria a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, órgãos da Prefeitura do Rio de Janeiro. A ação também faz parte do programa Rio Sem Preconceito, que visa o combate a todos os tipos de preconceitos e vigora em nosso município há cinco anos.  
 
A ideia é ocupar o imóvel que completa 100 anos de existência em 2016 com filmes, peças de teatro, exposições, workshops, leituras e debates voltados para o segmento LGBT. A CEDS-Rio pretende também realizar atendimentos e encaminhamentos às vítimas de LGBTfobia que procurarem ajuda no local. 
 
“Através do Centro de Cultura, daremos atendimento a população LGBT, para que esta tenha total acesso ao Poder Público. Também serão atendidos casos de denúncia”, explica o coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson. Ele explica também que outras três secretarias serão convidadas para estarem presentes. “Dessa forma, as denúncias serão diretamente direcionadas e encaminhadas a fim de evitar burocracias de trâmites de processos. É uma maneira de pensarmos como melhor atender ao cidadão e atacar a impunidade nos casos de agressão que nada combinam com nossa cidade”, completa. 
 
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 entraram para a história como os “Jogos da Diversidade”. Cenas de respeito e celebração das diferenças já fazem parte do legado de imagens olímpicas inesquecíveis. Tais demonstrações estão ocorrendo espontaneamente, desde o primeiro dia, quando na cerimônia de abertura, as transexuais Lea T, Fabiola Fontenelle, Negrine Ventury, Barbara Nascimento, Rebeca Sabatt e Maria Eduarda Menezes tiveram destaque em um dos mais belos shows de início dos Jogos Olímpicos.  
 
Além disso, a Rio 2016 teve número recorde de atletas assumindo a sua sexualidade (43 no total). A primeira medalha de ouro conquistada pelo Brasil, está no peito de Rafaela Silva, judoca negra e assumidamente lésbica, que recebeu uma bela declaração de sua namorada. Outro momento marcante foi quando a atleta brasileira Izzy Cerullo, foi pedida em casamento por Marjorie Enya, após a competição de rugby, no complexo de Deodoro.
 
Essa nova etapa do programa Rio Sem Preconceito não será diferente e também contará com a atuação efetiva e presencial de secretarias municipais, com destaque para: Assistência Social, Saúde e Defesa Civil, Educação, Trabalho e Emprego, Cultura e Turismo, que vão compor uma equipe multiprofissional. 
O CMCC pretende atuar como um ponto de referência na cidade do Rio de Janeiro para a atenção ampliada e inter setorial de pessoas vulneráveis à violação de seus direitos humanos e civis. Nesse sentido, a partir do acolhimento de qualquer cidadão que esteja  em risco, seja social e/ou pessoal, e da articulação da rede de proteção social, este equipamento pretende atuar como porta de entrada do cidadão ao exercício pleno de sua cidadania e, ainda, abrir o espaço para artistas que tratam de temas como preconceito, liberdade e diversidade sexual.
Fonte: CEDS